Ninguém emagrece efetivamente sem reorganizar a vida e preparar-se para este evento. Emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência para lidar com a força imposta pela nova imagem corporal adquirida através do tratamento.
Martins – 1994

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sábado, 8 de março de 2014

Dando corpo à Mulher que Você É!


Hoje, no Dia Internacional da Mulher, gostaria de propor uma reflexão sobre o valor do corpo de uma mulher. Não pense que vamos defender aqui, os corpos sarados, magros e desejados... apesar deles, também, terem o seu valor.

O momento agora é priorizar o Ato de Dar corpo à Mulher que Você É!
Afinal a data tem sua origem na luta pela defesa do lugar que deveríamos ocupar neste planeta em detrimento da desqualificação tão normatizada em nossa sociedade mundial.
Essa história de que "lugar de mulher" é esse ou aquele, denigre a dimensão de quem somos e do que somos capazes de fazer.
Não importa se Você, Mulher, desempenha a função materna, doméstica, profissional, política e até mesmo função "madame". O que vale é perceber e identificar de que lugar você ESCOLHE a função que desempenha.

Pare e pense... você é o que é, por que? Porque alguém disse que esse era o seu lugar? Porque julga-se incapaz de ocupar outro lugar? Porque tem dúvidas a respeito do seu real desejo e sua real possibilidade?
Se este for o seu caso... calma, não se sinta desprestigiada nem desmotivada... isso provavelmente, deve ser efeito de uma cultura que busca nortear lugares e espaços pre determinados para ocuparmos e, na maior parte das vezes, temos que fazer muito esforço para quebrar esse padrão.

Então, vamos aproveitar a data de hoje para juntar forças, e ao invés de buscar a igualdade entre homens e mulheres, buscar internamente junto à nossa essência, o nosso querer.
Queira! Queira muito... mas preste atenção ao valor real do seu querer!
Queira ser quem é! Já sabe sobre isso... então, queira... não sabe ainda... permita-se querer saber!
Não estou sugerindo o levante para uma luta desgovernada em busca do poder. Estou sugerindo que nos levantemos em busca do que, de fato, podemos... e podemos muito! Basta querer!


Sendo assim, neste dia que deveria manter a conexão com o fato histórico e não com a bobageira mercadológica que insiste em transformar a data em um grande bibelô, desejo a Você, Mulher, que ultrapasse a superficialidade da busca de um corpo padrão imposto por uma sociedade limitada em suas percepções e, construa o caminho possível,
 "Dando corpo à Mulher que Você É!"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Medida certa!


Qual a medida certa para o corpo de gente como a gente?

Você deve estar pensando que vamos falar da medida certa do corpo...
Pois é... mas o que vamos fazer, é questionar esse jargão tão conhecido, ultimamente.
Em primeiro lugar o que vem a ser "medida"?
Segundo Michaelis, "medida", quer dizer: Grandeza determinada que serve de padrão para avaliar outras do mesmo gênero. E "certa", quer dizer: Verdadeiro, não tem erro, evidente.
Sendo assim, cabe uma boa reflexão, certo? Evidente!
Quando sugerimos, uma "medida certa", estamos na verdade, sugerindo "um padrão que não tem erro".
Ok! Até aí, tudo bem... podemos relacionar essa conclusão com algumas evidências, por exemplo, o valor que se atribui à uma questão de prova de "múltipla escolha". A "medida" precisa ser "certa". Cada questão acertada vale o mesmo ponto para todos. É um padrão! Não tem erro... e, é bom que não tenha.
Porém, quando importamos essa máxima "medida certa" para questões do corpo... Hum... aí o contexto sofre uma alteração radical. Concorda comigo?
Que "padrão sem erro" se adequaria ao suposto tamanho do corpo?
Pensa comigo!
Tem alguma medida que podemos chamar de verdadeira, quando se trata de corpo de pessoas?
Não, não tem!
Ah... você pode estar pensando... então, ela quer dizer que qualquer medida vale...
Também, não é assim!
Até porque, estamos falando de gente e quando envolvemos vidas, nada pode ser tratado como qualquer.
Porém, não há como tratar vida de gente baseado em padrão sem erro.
Não somos máquina, não somos brinquedo que se replica em sua ordem natural.
Somos humanos, e como tal, temos como garantia de nossa humanidade, a nossa diversidade.
E a medida na diversidade não pode ser padronizada.
É preciso garantir ao dono do corpo sua mais profunda percepção de Si Mesmo, capaz de avaliar e determinar a busca de seu próprio padrão que, em última instância, inclui a experiência de oscilação.
Encontre sua medida de acordo com sua experiência vivida. É a sua vida que traduz a sua forma e se ela não lhe agrada, reflita, primeiro, se o desconforto é pessoal ou social.
Sendo pessoal, busque caminhos para transformar sua forma.
Sendo social, busque caminhos para transformar a forma que lhe é imposta!
Abra os olhos! A medida não é a certa... é a SUA!

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Linguagem corporal


Linguagem corporal
“Mais importante do que buscar um corpo ideal,
muitas vezes irreal, seria buscar um corpo que 
seja possível de manter, pois esse será real”

À medida que o verão se aproxima, o assunto é sempre o mesmo, emagrecer. A cada segundo surgem novos sucos, dietas e tratamentos prometendo o próximo milagre. Na minha adolescência de bailarina clássica, em busca de um peso ideal, naveguei por todas as linhas de alimentação: fui vegetariana, macrobiótica e natureba. Ainda que me mantivesse em forma, a luta contra a balança era diária, numa  carreira em que o corpo, além de expressar emoção, necessitava da performance e disciplina de uma atleta de elite. Coincidência ou não, o destino me levou à nutrição, e minha vivência precoce num mundo onde imagem e linguagem corporais eram tudo me fez reconhecer a cena atual, em que adolescentes só se sentem inscritos no seu tempo ao mostrar sua barriga perfeita nas mídias sociais.

Com o crescimento ambíguo da obesidade, da obsessão por um corpo perfeito e da indústria do emagrecimento, vejo pessoas cada vez mais confusas, seguindo dietas da moda em que tentam esquecer seus prazeres com a promessa de resultados miraculosos. No primeiro deslize, voltam aos velhos hábitos com toda voracidade que um desejo reprimido pode gerar. Alguns cortam o glúten e a lactose, mesmo que não sejam intolerantes, outros cortam o carboidrato ainda que ávidos da sua energia e do seu prazer. E assim seguem sem mudanças reais, mas em tentativas frustradas que perpetuam o comportamento contemporâneo do “tudo” ou “nada”.

O alimento tem um profundo sentido nas nossas vidas, presente em quase todas as alegrias e tristezas. Pode ser a cura, se soubermos utilizá-lo a nosso favor, ou um vício, se usado como muleta de nossas angústias existenciais, vício do qual não podemos nos abster, mas precisamos aprender a lidar.

Fui criada numa família na qual a refeição era um momento mágico. Cheiros e histórias ainda me trazem memórias preciosas, e isso fez com que eu adorasse até hoje tudo que envolve comida. Por acreditar no prazer que ela proporciona, na sua grande importância para o bem-estar, e ao mesmo tempo reconhecer as dificuldades do emagrecimento, valorizo cada vez mais o processo de reeducação alimentar. Aprender — ou melhor, reaprender a comer — significa reconhecer nossas fraquezas e negociar com elas, equilibrando o desejo e a privação. Felizmente ou infelizmente, o emagrecimento assim como qualquer mudança de estilo de vida não é objeto que podemos comprar na farmácia, e nem respostas imediatas numa tela, mas um processo interno a ser conquistado. É claro que as coisas não acontecem num passe de mágica, e precisam de comprometimento pessoal, mas nos tornam menos vulneráveis a promessas milagrosas.

Por outro lado, mais importante do que buscar um corpo ideal, na maioria das vezes irreal, seria buscar um corpo que seja possível de manter, pois esse será real. Aprender a comer e criar o hábito do exercício são essenciais, não precisam vir acompanhados de sofrimento e melhoram substancialmente a vida dos nossos dias. Mas a chave da história é aprender tudo isso para depois se desligar desse assunto e viver mais intensamente os significados humanos que nossa existência pode trazer. l
Bia Rique


Para que seja possível, a conquista do corpo real, aqui está a contribuição do EmagreSer Integral

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Peso emocional


O que pesa mais, o corpo ou as emoções? 
Emagrecer é muito mais do que eliminar peso corporal. Não basta ter vontade. O emagrecimento está intrinsicamente ligado aos processos psíquicos e vivenciais. Todo desenvolvimento acontece nas relações, portanto, o corpo não pode ser excluído dessa grande dimensão da expressão humana. Nossas alegrias, tristezas e angústias constroem a nossa história e ajuda a definir o caminho oscilante do corpo que ganha e perde peso segundo nossas experiências relacionais.

Na maior parte das vezes, o foco de atenção permanece rígido em direção ao corpo concreto, exigindo sua mudança imediata apesar da constatação periódica do insucesso estratégico sobre o foco definido. Como resultado, recaímos sobre um caldo de ansiedade que nos torna reféns de uma exigência ilusória, onde o corpo assume o dever de ser magro, independentemente de suas emoções.

Quem já não ganhou ou perdeu peso emocional? Esse dado informativo, certamente percorre o currículo íntimo de cada um de nós. O corpo responde às emoções e oscila junto com elas. Sendo assim, é preciso identificar as razões que nos remete a esse quadro, pois do contrário, qualquer tentativa para perder peso, somente afasta o peso e não o elimina. A representação simbólica permanece dando notícias através do corpo e apelando, ao seu dono, o cuidado mais profundo a respeito do que realmente está pesado.
Lembrar que não somente as emoções ditas negativas são os vilões da distorção corporal. Lidar com todo um espectro emocional é exercício diário, pois demanda a capacidade de discernir e traduzir as emoções em forma de sentimentos passíveis de serem administrados. Quando não traduzidos, ou seja, quando não percebidos, identificados e nomeados, corre-se o risco de permanecerem no campo da vulnerabilidade, tornando-se presa fácil para a tão conhecida exacerbação alimentar.

Comemos por ansiedade, na medida em que nos fragilizamos perante emoções não identificadas, sejam elas positivas e/ou negativas. Essa fragilidade fala de uma inabilidade para traduzir a vivência da emoção em sentimento reconhecido. Para melhor entendimento, uma sensação de alegria ou de tristeza pode nos causar desconforto pela inabilidade perceptiva. Sentimos e não sabemos o que sentimos. Algo nos retira do lugar seguro e confortável promovendo uma alteração inconsciente, criando uma ansiedade intrínseca a fim de controlar a onda de emoção. Nesse momento, é importante observar o fluxo interno buscando nomeação adequada para a situação vivida. A partir daí, é possível enfrentar o sentimento, pois a emoção não tem forma, mas o sentimento oferece direção. Se feliz, podemos compartilhar a felicidade e assim distribuir a energia gerada de forma saudável e produtiva. Se triste, podemos também compartilhar com a intenção de dissolver a energia acumulada por conta de uma experiência desconfortável. Enfim, não importa se a emoção é boa ou ruim, o que vale é o destino que damos a ela. Na falta de uma direção, o canal para dissipar o acúmulo energético, acaba sendo pela conhecida via de conforto e alívio. Por pouco tempo, é lógico! Recorremos à comida na intenção de encontrar um ponto de equilíbrio entre a fragilidade do que vivemos e a inabilidade do que somos capazes de administrar.


Ganhar ou perder peso depende muito mais da nossa trajetória enquanto ser humano e de todo aprendizado sobre as experiências relacionais. Pensando assim, vale questionar: o que pesa mais, o corpo ou as emoções?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Acelerar perda de peso - Uma possibilidade real


Como profissional da psicologia interessada no tratamento das dores do emagrecimento, venho nos últimos anos pesquisando diferentes modelos de dietas. Gosto de estudar todas que são ofertadas à sociedade, para saber o que anda acontecendo em torno desse universo que insiste em deflagrar, o que podemos chamar de imediatismo sem fundamento e consistência.

Muitos são os modelos, cada um defendendo uma ideia diferente. No frigir dos ovos, muita coisa doida é sugerida... dieta disso, dieta daquilo, as mais surreais possibilidades. Ás vezes é muito difícil, me informar sobre o tema... em dados momentos me vejo tomada pela indignação, pois não são poucos os modelos, que descartam o que de mais sério deveria ser priorizado... a saúde humana, tanto física, quanto psicológica.

Considerando que o tema abrange, na maior parte das vezes, um público sedento por soluções e, de preferência, soluções mágicas (responsabilidade da escolha é algo a ser desenvolvido), temos aí o campo apropriado para persuasões de todos os tipos. A criticidade perde espaço, na medida em que, a ilusão e seus respectivos ganhos secundários, buscam manter-se à frente desta batalha. Que batalha? A batalha do "finge que eu acredito" e do "finge que é verdade". Isso tudo em nome de um desejo a ser alcançado sem real comprometimento na sua construção. Essa é a ponte perfeita para fazer desse campo, um campo mercenário a qualquer custo.

Buscando uma referência plausível para no contrafluxo dessa história, discutir o tema com sua devida importância, venho pesquisando seus meandros a fim de encontrar o caminho ou caminhos possíveis do emagrecimento.

Ressaltando que, como psicóloga, não tenho intenção de ultrapassar o meu campo de conhecimento e, portanto, invadir especialidades outras interessadas no mesmo tema, dou-me o direito de refletir e concluir a partir da minha experiência biográfica pessoal e profissional.

Observo, nos meus estudos, que o processo de emagrecimento ocorre por duas vertentes, sendo uma delas, o aprendizado sobre o "comer saudável" com todas aquelas orientações nutricionais que desenvolvem nossas habilidades para lidar positiva e produtivamente com a comida, onde o especialista da Nutrição, é o profissional adequado para gerenciar esse aprendizado. Alimentação equilibrada tende a eliminar, paulatinamente, o excesso de peso, salvaguardando todos os casos diferenciados que confirmam um relativismo, onde nem tudo é como pensamos, uma ordem universal. A segunda vertente do processo de emagrecimento recai sobre as variadas formas de aceleração de perda de peso, que esbarra  tanto em elogios, quanto em críticas. São aquelas propostas sustentadas por façanhas mil, que prometem perda de peso em curto espaço de tempo.

Eu, particularmente, venho desenvolvendo minha própria perspectiva diante dessa caldo de informação, baseada em minha experiência pessoal e minha experiência clínica que, nos últimos anos, me toma por completo. Acredito que seja possível ocupar o corpo sem o peso do sofrimento e, acredito também, calcada em estudos profundos, que o excesso de peso diz muito mais sobre a nossa vida do que imaginamos normalmente e, em geral, denuncia o quanto somos inabilitados para nos apropriarmos de nossas vidas em detrimento da expectativa do outro que nos aponta o dito fracasso... fracasso esse, que discordo. Defendo a ideia que, mesmo distorcidamente, estamos sempre buscando o nosso melhor. Sendo assim, não corroboro com a ideia generalizada de que ser gordo, em última instância, é efeito da auto punição ou auto destruição.

Dito isso, venho por meio desta, declarar que nos meus estudos, tive a oportunidade de legitimar um modelo consistente, que tanto abrange a possibilidade de aceleração da perda de peso, quanto sua devida integração à alimentação saudável e equilibrada. Modelo esse, que incluo a partir de hoje, na minha clínica, somando-o às outras ferramentas de trabalho, todas disponíveis à construção do caminho de leveza do corpo e da alma.

Concluí que não podemos fechar os olhos à demanda de uma aceleração de perda de peso, porém, é preciso ancorar a consciência no lugar de apropriação tanto do corpo quanto da vida, garantindo assim, a criticidade que possibilita uma escuta sensível a respeito do Si Mesmo, e como efeito, a dissolução do espaço ocupado pelo mercado do emagrecimento que ao invés de promover o cuidado de si, usufrui da vulnerabilidade de quem sofre dessa dor, em causa própria. Portanto, acelerar a perda de peso é possível desde que seja integrada à realidade humana do sujeito que, para além do emagrecimento, tem vida pós-meta alcançada.

A integração dos dois aspectos, tanto da aceleração de perda de peso quanto da alimentação equilibrada, na minha visão, mostra-se como ferramenta fundamental no processo de emagrecimento, desde que, priorizado o eixo psicológico como direcionador único e intransferível desse curso. Cabe ao dono do corpo, orientado por profissionais gabaritados, tomar posse de seu processo a fim de atender suas reais necessidades.

Como resultado final desse meu estudo, 
surge no Sistema EmagreSer Integral 
o tão esperado...
Programa Corpo inForma
Uma combinação revolucionária que integra 
orientação nutricional de impacto e orientação psicológica de suporte.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Faça diferente!


Por que esperar o carnaval passar para o ano começar de verdade? Não adie a sua vida! 

Todo início de ano a tendência é olhar para o calendário, procurar a data do carnaval e utilizá-la como justificativa para adiar o início da dieta e da academia. É muito normal escutar por aí "o ano só começa depois do carnaval!". Até certo ponto, é uma grande verdade. As aulas, por exemplo. Muita coisa realmente só acontece quando o ano, segundo esse jargão social, começa de verdade.

No entanto, é bom que fique claro que projetar nossas metas de realização em falsas promessas levam a um resultado inócuo e volátil. Quem se propõe a começar dieta e academia só depois do Carnaval enfrenta, muito mais do que a ilusão de datas estipuladas, a dificuldade de se comprometer com seus próprios desejos. De alguma forma, nossas vontades permanecem confusas e precisam de organização para estabelecer um caminho coerente.

Se a sua idéia é justamente esperar o ano "começar", tudo bem, vejo que é possível perceber a incoerência da proposta. Quem quer começar, simplesmente começa, não é? Então, podemos concluir que o adiamento é apenas camuflagem do comportamento ilusório sobre os cuidados com o corpo e com a vida. Vou usar outro jargão muito comum: "Não vamos tapar o sol com a peneira! Bola pra frente, que atrás vem gente!"

Mas quero dizer a você que podemos fazer diferente. Vamos, juntos, abalar essa estrutura que a cada ano insiste em permanecer inabalável. Pergunte a si mesmo sobre sua capacidade de se organizar e se apropriar de sua vida. Quem disse que a data de um evento tem o poder de regular suas decisões? De onde sai a sugestão paralisante e exaustiva que suga nossa energia frente às convocações da vida? Por que estabelecer uma contagem regressiva para assumir uma postura cuidadosa com o seu próprio ser?

Nada disso! Você não merece tamanha submissão. Pouco importa o caminho que escolhe seguir. O direito de decidir é somente seu e cabe a você tomar para si, essa tarefa. Não tenha medo de ser quem você é com o corpo que tem, mas saiba que as mudanças só acontecerão quando a decisão for tomada de dentro para fora. Deixe o carnaval no lugar dele. Muita festa, alegria, samba e suor! Quanto ao início da dieta e das atividades físicas, siga o seu coração. Talvez você nem queira começar e, se quiser, apenas comece – sem data e hora marcada.

Faça diferente e caia na folia certa!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ano novo, vida nova!


As promessas podem virar compromisso em 2013

Todo final de ano, a proposta é arrumar armário, tirar o que não serve, pintar parede, lavar cortina, zerar as contas, fazer balanço do relacionamento amoroso, do trabalho... Tudo isso acontece porque estamos num momento importante de fechamento de ciclo. É hora de olhar para trás e perceber o saldo positivo ou não, de nossas atitudes e decisões.

Com o corpo, parece que é um pouco diferente.

Final de ano é momento de festa, celebração e até mesmo um pouco de anarquia - "digo" gastronomia. Evitamos por uma fração de alguns dias, olhar para o espelho com rigidez e cobrança de um bom comportamento. As rabanadas falam mais alto! Tudo bem, isso não é o final do mundo. É somente o final do ano. E por que não nos permitir um pouco de anarquia? Sentir o gosto rememorado da época da infância, onde somente o que importava era a chegada do Papai Noel com seus presentes mágicos e a certeza de que as guloseimas estariam na mesa nos acompanhando à espera do bom velhinho. Ali estava a ansiedade infantil pela magia do Natal e, como não podia ser diferente, para cada ansiedade, uma bengala de apoio. Nesse caso, o apoio da criança estava por cima da mesa em pratos saborosos e coloridos. Natal é época de confraternização, festejos em torno da mesa com suas receitas típicas, onde para cada prato consumido, uma promessa de que no novo ano tudo vai ser diferente.

Ok! Caso você se identifique com esse percurso natalino, observe o resultado final. Observe com generosidade, pois, do contrário, o fantasma da culpa será priorizado e ressaltado, dificultando o início do seu ano. As delícias foram consumidas com furor de uma criança levada? Foram saboreadas com moderação e consciência de que o momento merece permissão? Tudo bem. Isso não é o mais importante agora. Aconteceu no ano que passou e o que ficou foi, a lembrança do sabor. Jogue fora a culpa e a lamentação. Elas consomem a energia e nos enfraquece frente à convocação do ano que se inicia.

2013 chegou! Mãos à obra! Vamos cuidar do que precisa ser cuidado e transformar promessas em compromissos! Nosso lado criança teve seu momento de primazia e, agora, é hora de resgatar o adulto consciente, rumo à estratégia inteligente na busca do equilíbrio do corpo e da vida.

Pegue lápis e papel e vamos anotar as NOVAS referências para o novo ano:
O que passou, passou... É para frente que se anda – Siga em frente, faça o seu melhor!

O que os olhos não vêem o coração não sente – Evite o perigo na sua despensa!
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando – Não tenha dúvidas, escolha!
Esse ano não vai ser igual àquele que passou – Aprenda com os erros!
Não basta ter força de vontade, é preciso ter boa vontade – Coragem e generosidade, sempre!
Uma andorinha sozinha não faz verão – Precisou, peça ajuda!
Dois e dois são quatro – Não se iluda, enfrente!
Leve dois e pague um – Vantagem, às vezes, é desvantagem!
Isso não te pertence – Devolva o peso que não é seu!
Pare e pense! – Sempre!

Promessa quando vira compromisso, o resultado é realização. Não tenha medo, estarei aqui com você.
Feliz Ano Novo!

Laura Cavalcanti – Psicóloga
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Adoce sua Vida


Trocando o NÃO pelo SIM

Quantas vezes no seu dia a dia, você se oferece o NÃO?
Não posso... Não devo... Não é certo... Não isso, não aquilo...
Esse peso recai sobre suas decisões, influenciadas por várias razões, dentre elas a pressão social que idealiza o dito, “comportamento correto”.
Sendo assim, cabe investigar a origem de cada decisão. Seu NÃO vem de si mesmo(a) ou das influências do mundo? Como discernir sobre essa questão?
Em geral, utilizamos apenas o canal racional de reconhecimento em detrimento de outra força que opera sobre nosso Ser. Essa força detém o verdadeiro conhecimento de suas reais vontades e desejos. Ela não prescreve nenhuma exigência e muito menos sofrimento. É confiável, porém, em sua sutileza perde espaço para o racionalismo que, em sua forma objetiva e concreta, tende a ocupar o lugar de poder. Suas respostas poderosas parecem vir de um lugar de autoridade que subtrai do nosso Ser, a competência da escolha. O racional diz e nós, em geral, acreditamos!
Você já duvidou dessas respostas ditas “corretas”? Já questionou essa suposta autoridade? Já ousou pensar diferente? Aposto que essa não tem sido uma atitude comum em sua vida. Não se culpe! Lembre-se que começamos a nossa conversa, demarcando a pressão social sobre suas decisões. Porém, nunca é tarde para reassumir os direitos que lhe cabem.
Falando assim, parece que estamos insuflando uma revolução. Falsa impressão! Na verdade, estamos despertando a consciência e esta quando desperta, não se rebela, impulsiona seu coração.
Coração? O que o coração tem a ver com tudo isso? Simples... É contraponto da razão.
Quando uma puxa de um lado, como efeito natural, o outro cede. Trocando em miúdos... quando a razão prevalece, o coração emudece.
Considerando a razão, porta de entrada às influências externas, pois ela atenta, principalmente, para fora de si, cabe a você o resgate do seu coração promovendo a integração de ambos, passíveis de negociação.
Como resultado, surge a SUA DECISÃO! Legítima escolha que respeita os sinais da razão sem eliminar a força do coração.
Confia! Siga o seu coração, escutando sua razão. Siga sua razão, escutando seu coração.
Como duas forças, sem revolução, responsavelmente adoce sua a vida, trocando o NÃO pelo SIM!

Laura Cavalcanti - Colunista do Portal Bem Leve
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Re-Volta do Corpo


Hoje eu quero falar direto com você!
Há quanto tempo seu corpo é um grande problema em sua vida?
Há quanto tempo a comida é um obstáculo a ser vencido?

Quantas vezes imaginou que não conseguiria superar suas dificuldades?
Quantas noites a geladeira foi a única saída para aplacar seu sofrimento?
Quantas pessoas te cobram comportamentos ditos "adequados" frente à comida?

Vem cá! Chega mais perto...
Quero te convidar para a Re-Volta do Corpo!
Não entendeu? Vou explicar!

É preciso construir uma outra VOLTA para seu CORPO, pois todas vividas até agora, provavelmente, atendem mais a demanda do mundo do que à sua própria demanda. Pare de olhar o que o mundo espera de você. Canalize suas energias para olhar o que você espera de si mesmo(a)!

Tarefa difícil? Não sabe como executá-la?
Tudo bem! Seja paciente e generoso(a) consigo mesmo(a)!
Toda mudança é processo, mas para que um processo seja vivido de forma consciente, é preciso preparar-se para este evento.

1º Passo da Preparação:
Pare! Sente em lugar confortável... Respire fundo... Mantenha a coluna ereta e relaxada...  Feche os olhos... Inspire e expire profundamente... E quando se sentir pronto(a), pergunte-se mentalmente, pelo tempo que for necessário:
COMO SERÁ MINHA VIDA QUANDO NÃO TIVER PROBLEMA COM MEU CORPO?

Imagino que esteja dizendo... "É fácil responder! Serei feliz quando não tiver problema com meu corpo!"
É mesmo? Então significa que só é feliz magro(a)! Sendo assim, deve ter sido feliz cada vez que conseguiu emagrecer. E porque engordou novamente, no famoso efeito sanfona?

Pois é... a resposta não é tão rasa assim. Vamos com calma. Pense com a cabeça e sinta com o coração. Retorne à pergunta:
COMO SERÁ MINHA VIDA QUANDO NÃO TIVER PROBLEMA COM MEU CORPO?

Talvez você descubra que o seu corpo da forma que está, lhe ajude a manter-se afastado(a) daquilo que de fato, é pesado carregar. Portanto, preparar-se para o evento do emagrecimento é muito mais do que comer menos e exercitar-se mais. Além desse cuidado, extremamente legítimo e necessário - nutrição adequada e exercício físico - outro aspecto que precisa ser incluído - nutrir e exercitar seus sentimento.

Quando aprende a nutrir seu sentimento, você cria condições para diferenciar o alimento do corpo do alimento da alma. Quando exercita seu sentimento, você cria condições para reconhecer o que verdadeiramente te alimenta do ponto de vista fisiológico e psicológico.
Para que esse aprendizado se estabeleça é preciso convocar a Re-Volta do Corpo e criar uma outra Volta para seu CORPO se expressar!

Laura Cavalcanti - Psicóloga
Projeto "Emagrecer dói?"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Controle X Domínio


Como ter as rédeas nas mãos?

Sempre escuto uma lamentação sobre a falta de controle. Em geral, nos cobramos uma postura controlada diante da vida e, no caso do equilíbrio corporal, nos cobramos principalmente, controle diante da comida. A palavra “controle” é usada com tanta facilidade que me faz refletir sobre o peso do seu efeito. Pense comigo... Quando você busca o exercício do controle, em geral, o que sente e como isso se reflete em sua vida? Ah... você deve estar pensando “Isso é minha obrigação! Devo me controlar se quero ter uma vida equilibrada!”

Será? Ouso questionar! Continue pensando comigo... Quando você tenta controlar a comida o que normalmente acontece? Hum... Quase escuto dizer “Uma verdadeira batalha!”. É isso mesmo! Uma batalha onde uma das partes será o vencedor, sendo que você é uma delas e a outra é a comida. Neste caso, para não sucumbir é preciso destruir e para tal, é preciso consumir. Desta forma, tentar controlar a comida é quase delegar a ela o poder de decisão. Um caminhar a passo lento em direção à mesa com o pensamento conflituoso entre permissão e restrição. Cada passo alimenta a ansiedade que, rendida chega ao seu destino, se entregando ao desencanto devorador e ao consumo desenfreado de tudo que a vida expõe em forma de comida.

Controle está ligado diretamente à restrição. Restringir é determinar o limite sob perspectiva externa, ou seja, ter um comportamento dito “politicamente correto” a fim de merecer um “lugar ao sol”!

Imagino que você esteja pensando... “Se não controlo, me descontrolo!”. Essa, talvez, seja a melhor forma de recomeçar. Considerando que o controle gera a ansiedade que devora, que tal imaginar como seria sua vida sem pressão da restrição? Parece assustador, porém, cada vez mais confirmo na prática clínica que abrir mão do controle e desobrigar-se da tarefa de garantir o futuro perfeito, criamos condição para conquistar algo que de fato, possibilita a construção do equilíbrio.

Abrindo mão do controle iniciamos uma jornada eficaz de experimentação das escolhas pessoais e aprendemos a escutar sensivelmente a nossa real vontade que detém conhecimento do nosso real equilíbrio. Essa é a transição do controle para o domínio, quando tomamos as rédeas em nossas mãos. Permita-se escolher. Aprenda a dominar suas escolhas e desenvolva sua responsabilidade sobre elas. Assim você descobre o que é melhor para si mesmo, usufruindo do equilíbrio real e possível! 

domingo, 5 de junho de 2011

A chave da autodisciplina

Como organizar seus hábitos alimentares

Em resposta à nossa enquete sobre disciplina alimentar

Imagino que esteja esperando uma direção para organizar seus hábitos alimentares. Você está certo(a) em criar tamanha expectativa. Em geral, tendemos a buscar no exterior, formas de solucionar aquilo que nos causa tanto sofrimento. Sei o quanto é difícil alterar comportamentos que se repetem ao longo da vida. Na repetição dita “negativa”, fortalecemos sentimentos mobilizantes, tais como frustração, decepção e fracasso. Alimentamos assim, um padrão de auto depreciação que cada vez mais, nos afasta da possibilidade de quebrar o ciclo e modificar o comportamento.

Estamos falando de hábitos alimentares e de toda dificuldade em equilibrá-los na promoção da saúde, incluindo o emagrecimento. Porém, essa perspectiva ultrapassa o campo da alimentação, englobando outros aspectos da vida que também pelo ato da repetição fomenta sua permanência improdutiva. Pense comigo... Você já manteve alguma experiência relacional mesmo sabendo que o vínculo não agregava valores à sua vida? O que determina sua insistência numa relação que está fadada ao insucesso? E quando se desfaz essa relação e, descobrimos mais a frente, que encontramos outro vínculo com o mesmo padrão... Por que repetimos esse velho conhecido padrão de relacionamento?

Percebeu? Estamos ultrapassando o campo da alimentação. Estamos ampliando nossa visão sobre a repetição dos nossos comportamentos e descobrindo o real impedimento para a autodisciplina. Toda experiência humana é regada por afeto, seja na relação ou na escolha da comida. Portanto, diferente do que se pensa, organizar hábitos alimentares não se limita às ações premeditadas de um cardápio racionalmente construído.

Ah! Você deve estar pensando... “Então não tem jeito. Não vale a pena montar cardápios!”. Nada disso! Montar cardápios é saudável assim como também é inteligente abandonar relacionamentos que nos fazem mal. Porém, é importante ressaltar que essas alterações comportamentais não acontecem por motivações racionais. Sabemos o que precisamos, mas algo nos impede a realização.

Que tal, ampliar nossa reflexão acerca da autodisciplina? Quando ela surge através da razão, sua orientação é mental, correndo o risco de ser engolfada pela crítica e pela rigidez, determinando categorias de “certo” e “errado”. É preciso integrar o campo sensível, o campo do coração que flexibiliza tais categorias, buscando um caminho personalizado, que considere dois aspectos importantes: o que me serve e de que forma. Nesse momento, dissolvemos padrões gerais, universais que determinam o que devemos fazer e como devemos fazer. Invertemos a posição da fonte disciplinar, que antes apontava uma direção de fora pra dentro, agora passa a ser uma orientação de dentro pra fora.

Complicou? Que bom! Alcançamos o nosso objetivo! Disciplina ajuda a transformar comportamento, porém, é preciso ter clareza de onde vêm os critérios disciplinares. Vem de fora ou de dentro de você? Quem sabe o que é bom pra você, senão você mesmo(a)? Preste atenção de onde vêm suas escolhas... Vem da mente? Cuidado, a mente “mente”.

Sendo assim, qual será a chave da autodisciplina?  Ela está no coração. Inclua seus sentimentos, confie. Você é capaz de decidir sobre sua vida, portanto, sobre sua comida e seus relacionamentos. A melhor organização, seja do comportamento alimentar ou de qualquer outro aspecto de sua vida, é proveniente da percepção generosa do seu coração que é capaz de escutar sua mente na expressão da sua verdade.

Autodisciplina, por fim, acaba sendo resultado de algo maior... Autoconfiança!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Artigo em Destaque

Germinando o Corpo desejado
Para emagrecer é preciso saber plantar feijão

Calma! Você deve estar confuso(a). Perfeitamente válido, o seu estado de incompreensão. Deve estar pensando... Qual a relação entre emagrecer e plantar feijão? Parece que não existe, mas até o final da nossa conversa, tenho certeza de que vai incorporar a mensagem de forma lúdica, prazerosa e eficaz. A relação é total e vamos descobrir juntos, que essa relação amplia-se por toda nossa experiência como ser humano.

Então... vamos arregaçar as mangas, acessar nossa dimensão agrícola e conectá-la com nosso corpo desejado. Relaxe os músculos da testa. Percebo seu estado de apreensão e interrogação. Você não precisa franzir a sua testa para mergulhar no processo de germinação. Abra-se ao novo! Lembre-se que o seu corpo desejado permanece a maior parte do tempo no invólucro da dúvida. Para concretizá-lo é preciso auto permissão para o novo e para a crença de que é possível mudar a forma.

Vem comigo! Convido você a dar um passeio nas memórias infantis. Lembra daquela época em que sua professora do ensino fundamental solicitou uma tarefa simples de observação? Ela pediu que deitasse alguns grãos de feijão sobre um punhado de algodão, umedecendo gentilmente a cada 3 dias. Essa pode ter sido sua primeira experiência agrícola. Em geral, as crianças adoram desenvolver essa tarefa, pois desperta o sentido do cuidado e da criação. Como foi para você? Quais as sensações vivenciadas? De que forma construiu seu relatório de observação? Qual o feedback recebido? Sua experiência foi positiva ou não? Ok! Em meio às lembranças, o que mais nos interessa nesse exato momento, é re-significar a observação. Naquele tempo a ansiedade infantil pode ter gerado diferentes reações. Hoje, temos maturação suficiente para atualizar nossas reações diante do processo de germinação.

Germinar é dar vida e forma. Para tal, é preciso desenvolver habilidades sutis tais como, generosidade, paciência e acolhimento. Naquele tempo, como criança, era preciso a orientação de um adulto como sinalizador de que muita coisa aconteceria antes que o caule rompesse o nível do algodão.

Exatamente por esse motivo, ouso dizer... Para emagrecer é preciso saber plantar feijão. Assim como a professora nos orientou, o corpo também precisa de tempo para germinar. Esse tempo diz respeito a um acompanhamento generoso do rompimento da forma inicial e o enraizamento das mudanças necessárias. O feijão rompe sua casca e o corpo convoca o rompimento de nossos medos e dúvidas. O feijão espera o processo silencioso até que a primeira raiz minúscula surja por debaixo da terra/algodão. O corpo convoca a paciência de uma mudança interna capaz de sustentar todo o processo que ainda estar por vir. É preciso enraizar a subjetividade para receber a concretização visível e objetiva do corpo desejado. Caso contrário, corremos o risco de desabrochar nosso corpo/planta sem raiz e, portanto, sem sustentação.

O corpo desejado, em geral, é a visualização da forma final de um projeto a ser desenvolvido. Porém, como todo projeto, temos como prioridade seguir etapas e ao vencê-las uma a uma, garantimos a sua execução.  É preciso planejar o caminho a seguir e gentilmente acolher o período de encubação para que a germinação aconteça.

Tenha paciência com o seu corpo. Invista e acredite na mudança interna como enraizamento e germinação do seu corpo desejado. Não se deixe levar pela frustração do invisível aos olhos. Veja com o coração. A sensação de leveza, mesmo antes de a balança acusar quilos a menos, confirma a eficácia do projeto. Não desista! Persista! A mudança começa assim e quando rompe a superfície, traz a força da raiz que sustenta e mantém o resultado alcançado – o seu corpo desejado.


Laura Cavalcanti - Psicóloga


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quarta-feira, 2 de março de 2011

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Educa'dor de Ansiedade



Primeiro passo é chegar perto do significado. Qual o conceito de ansiedade? O que significa esse estado? A princípio sabemos que ansiedade diz respeito a uma condição biológica em resposta ao perigo real ou imaginário, disparando efeitos defensivos, tais como, sudorese, taquicardia, vazio no estômago, aperto no peito etc. Reações necessárias para defesa e auto preservação.

Porém, o conceito de ansiedade, numa reflexão mais ampla e contextualizada, engloba outros aspectos que nos ajudam a construir o percurso de sua dissolução. Caso contrário, tornamo-nos refém de uma solução externa para dar conta de sintomas desconectados de nossa subjetividade.

Sendo assim, é possível ampliar o campo de observação acerca do estado que nos invade com tanta precisão, criando uma sensação de incapacidade e imobilidade. Traga à memória, de forma consciente, uma situação do seu cotidiano que lhe provoque ansiedade. Ufa! Vieram muitas situações à sua mente, certo? É assim mesmo! Ansiedade invade e se apropria como única dona do nosso corpo e da nossa alma. Você deve estar pensando... “Não tenho controle sobre ela!” Ok! É por aí que vamos caminhar. Exatamente nessa crença de que não temos controle sobre a ansiedade. Será mesmo? Ou é exatamente a busca do controle que nos leva a essa condição tão desconfortável e dolorosa?

Em última instância, ansiedade é a expressão humana que busca controlar o futuro trazendo-o para o presente. Fruto de nossa inabilidade para lidar com o “não saber”. Bom seria ter uma bola de cristal apaziguadora de corações acelerados e peitos apertados. Nela encontraríamos todas as respostas de todas as incertezas. Não haveria dúvida, surpresas, nem tão pouco o susto do repentino. A visão seria global e irrestrita. Nada escaparia! Pare um pouco e pense... Não é isso que sua ansiedade almeja? Controlar tudo para garantir uma pretensa certeza? Lembra daquela vez que os sintomas da ansiedade surgiram antes da reunião de trabalho onde você apresentaria um projeto novo? Quantas vezes recapitulou os slides, por quanto tempo imaginou todas as possíveis reações dos espectadores. Quantas respostas mentais foram criadas para prevenir-se contra surpresas? E no final de todo esse gasto energético, aquela sensação de vazio no estômago e a triste conclusão precipitada de que seu projeto não seria aceito. Percebe? Na prática, essa é a tentativa ansiosa de controlar o futuro e seus efeitos, na maior parte das vezes, negativamente premonitórios. O seu projeto é excelente, digno de aprovação... mas sua ansiedade invadiu, interferindo na apresentação. Resultado? Você já sabia, lembra? O projeto foi reprovado!

Quanto equívoco! O saber é flexível e construído a cada experiência, a cada instante. O controle, ao invés de garantir o futuro, alimenta a probabilidade do desvio... Seu projeto era digno de aprovação, lembra? Portanto, quando pensamos em nos livrar da ansiedade, é criterioso observar o quanto estamos, também, tentando controlá-la. Esse, definitivamente, não é o caminho! Controle é desumano, não temos condição real de garantir o futuro. Tudo é probabilidade. Diante disso, ao invés de controlar, programe-se, mas mantenha a porta aberta para as novidades e imprevistos. Acolha sua condição permeável diante da vida. Lembre-se que essa condição vulnerável, por mais incerta que seja, enfeita sua vida com as boas surpresas e grandes novidades. Lembra quando foi pedida em casamento e nem mesmo imaginava que, naquele ano, sua vida iria mudar radicalmente? O coração até disparou, a ansiedade até se fez presente, mas no final prevaleceu a feliz surpresa acompanhada de taças de espumante e beijos apaixonados.

A vida pode trazer boas surpresas, portanto, ao invés de controlar a ansiedade, desvie seu foco para educar o seu controle. O resultado, provavelmente, será um frescor de liberdade. 



Artigo publicado no Portal Bem Leve / Bolsa de Mulher
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

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Recomeço


Início de ano! Hora de enfrentar os resultados do balanço de suas atitudes perante o ano que finda. Você é do tipo que se lastima e se lamenta pelas realizações adiadas? Você costuma se torturar pelo fracasso das metas não alcançadas? É hábito seu, reduzir sua vida a eterna busca pela perda de peso? Respondeu sim a todas as perguntas? Então, temos muito que conversar!

Recomeçar ou não recomeçar? Eis a questão! O que Shakespeare diria sobre isso?

No artigo anterior, falando sobre o fechamento do ano com chave de ouro, mencionei a estrofe mais conhecida de Hamlet que nos ajudou a entender o conflito sobre a responsabilidade da escolha: “Ser ou não ser, eis a questão”.

Agora, trazendo como tema, a abertura do ano também com chave de ouro, a qualidade do momento nos convoca para reflexão dos sentimentos silenciosos de cada coração decepcionado diante de sua inabilidade para concretizar sonhos. Diante disso, compartilho outra estrofe de Hamlet. “Quem suportaria as chicotadas e as mofas do mundo, a tirania do opressor, a insolência dos orgulhosos, as dores do amor desprezado, as delongas da lei, a arrogância do poder?”

Assim como o conflito, a frustração é experiência natural do ser humano. Não se culpe e nem se torture por isso. Vale lembrar que, seus respectivos enfrentamentos podem ser feitos de forma mais amena, sem mergulhar profundamente nos padrões dramáticos Shakespeareanos.

Sendo assim, convoco você ao Re-começo! Começar é lidar com a novidade, com a inocência fulgaz sobre o desconhecido. É perpetuar a ilusão e adiar a realização. Todo começo se inicia na fantasia e como o próprio nome diz, carreado de românticas irrealidades. O Re-começo é diferente! Já atravessou o desconhecido, esbarrou em conflitos e frustrações, tornando-nos humanos amadurecidos pelas experiências da vida.

Portanto, se o balanço de fim de ano apresentou como resultado um somatório de sonhos não realizados, acalme-se; foram apenas fantasias que permearam seu caminho de crescimento e desenvolvimento. Tenha generosidade consigo mesmo. Seu processo de amadurecimento está em pleno vapor. Eis o momento do verdadeiro Re-começo! Não perca essa grande oportunidade para usar sua chave de ouro – a escolha responsável.

Estaremos juntos, enfrentando os conflitos e aprendendo a lidar com as frustrações. Resultado? Uma vida mais humana, menos Shakespeareana e mais realizadora. Bem-vindo a 2011!

Artigo publicado no Portal Bem Leve / Bolsa de Mulher

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

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Cardápio Psicológico Natalino




Final de ano! Hora de enfrentar os desafios da gastronomia natalina em meio às celebrações e confraternizações que lotam agendas seduzindo cada um de nós, à tentação da comilança.

Comer ou não comer? Eis a questão! O que Shakespeare diria sobre isso? O que você diria sobre isso?


Talvez nunca saibamos o que ele diria, mas podemos medir o tamanho do conflito no fragmento de um dos seus personagens... Hamlet.





“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre?
Em nosso espírito sofrer pedras e setas?
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,?
Ou insurgir-nos contra um mar de provações?
E em luta pôr-lhes fim”


O conflito é sempre presente na experiência humana. Escolher é renunciar! Porém, essa travessia pode ser feita de forma amena, sem mergulhar profundamente nos padrões dramáticos Shakespeareanos.


Sendo assim, podemos atravessar os desafios natalinos e enfrentar as confraternizações sedutoras de final de ano sem nos levar ao lugar de sofrimento onde o maior prejuízo diz respeito à renúncia de um momento feliz.


Para tal, é necessário organizar um cardápio apropriado para ocasião – Cardápio Psicológico Natalino.

1. Escolha a sua ceia, não deixe que ela escolha você. Desfrute do prazer da compra do alimento. Evite compras antecipatórias, armazenando tentações. Compre devagar na medida de seus festejos.


2. Identifique e reconheça a diferença entre comida que mata a sua Fome e comida que mata a sua Vontade. Evite matar a Fome com alimentos que matam a Vontade.



3. Envolva-se na preparação de sua ceia, evitando a automatização da tarefa. Desfrute desse momento, observando sensorialmente os detalhes, tais como, aromas, texturas e cores.


4. Aposte nos detalhes estéticos. Evite se conformar com a premissa “Não tenho tempo!”. Arrume com carinho a sua mesa e desfrute desse momento de celebração. Você está saboreando a sua festa, portanto, se oferecendo um presente. Lembre-se: Você merece!


5. Comida é gostosa e merece ser tratada como tal. Para isso identifique se você está comendo comida ou comendo problema. Fim de ano é época de balanço e todo balanço traz confortos e desconfortos. Caso esteja comendo problema, fique certo que a comida será tratada como problema também. No final, você terá dois problemas, ao invés de um.


6. Comida não é problema, é prazer. Permita-se ao prazer e amplie suas possibilidades. Dessa forma, uma colorida salada ganha status de realização e, o doce ganha status de permissão responsável, é lógico! Lembrar que as confraternizações estão repletas de tentações.


7. Não se culpe pelo leite derramado”. O que passou, passou! Escolheu mal numa confraternização? Ok! 


8. Responsabilize-se por suas próximas escolhas, ao invés de paralisar diante da lamentação. Outras oportunidades surgirão e você terá a chance de iniciar o seu Cardápio Psicológico Natalino, com a dica nº 1: “Escolha a sua ceia, não deixe que ela escolha você.”


9. Faça do seu Cardápio Psicológico, uma experiência diária, trazendo para junto de você a parceria Comida/Prazer, expandindo sua vivência para além do Natal, espalhando por todo o Ano Novo.


10. Experimentou? Incorporou? Ok! Você está pronta! Aproveite os festejos de forma responsável e sem Culpa. Bom Natal! Nos encontramos no Ano Novo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

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Dieta Certa

Enfrentando a frustração perante as dietas e descobrindo o melhor caminho

Segunda-feira é sempre um bom dia para começar uma dieta, certo? Acreditamos que o início da semana traz os fluídos de um novo ciclo e com ele, uma nova esperança. Passamos o final de semana no deleite gastronômico, longe da culpa, pela promessa de que tudo será diferente daqui por diante. Entre uma guloseima e outra, vamos organizando mentalmente a estratégia que nos espera mais adiante.

Sábado e domingo recheado por comilança e esperança chegam ao fim e a segunda-feira se anuncia. Acordamos no dia eleito para a mudança com a disposição de um samurai. As escolhas são feitas baseadas no plano desenvolvido com antecedência. Contamos calorias, pontos, pesos e medidas. A sensação de sucesso nos invade pelo gosto capturado a cada prato montado. Perfeito! Tudo caminha como previsto!

Terça-feira! Mantemos a firme decisão e continuamos a nossa batalha. Ao final da tarde a memória sensorial do doce, solicita uma escolha inadequada. Ah! Que vontade de comer alguma coisa doce! O velho e conhecido discurso retornando como repetição de disco arranhado. Em tom desafiador, levantamos armas contra o desejo e iniciamos uma longa batalha para eliminar o inimigo. A censura mental mantém pé firme, nos lembrando padrões de comportamentos ditos adequados. Não coma isso, não coma aquilo! Isso é proibido! Isso nem pensar! Como assombro, a vigilância permanece sem descanso. O dia termina, assistindo os efeitos da disputa entre o desejo e a censura.

Quarta-feira! Ameaça instalada! Hoje vai ter festa e como já sabemos, dieta não combina com festas. Dilema! Ir ou não ir, eis a questão! Nossa “amiga”, dona censura, mantenedora fiscal, com os olhos de uma águia, percebe o perigo e aumenta o nível de pressão para garantir proteção do planejamento inicial. O recado se estabelece: Nada vai nos deter!

Esse é o momento nevrálgico de toda dieta. O conflito entre atender a demanda da censura que implementa a proibição e o desejo que busca satisfação. O conflito gera ansiedade, retroalimentando as diferentes forças que puxam o nosso ser para lados opostos, como cabo de guerra. O dia prossegue clamando pela inexistência do fato. Usamos forças sobre humanas para amenizar o sofrimento. Disfarçadamente abrimos a gaveta, consumindo um fragmento de acalanto em forma de bala.

A sensação de fracasso dispara, rondando nosso entardecer. A ansiedade inflando como balão solitário no meio do nada, denuncia nossa fragilidade diante de tanta expectativa que nos aprisiona ao cumprimento de um padrão de comportamento socialmente estabelecido. O imperativo do “Tem que”! Tem que comer isso! Tem que comer só aquilo! Tem que obedecer! Tem que ter força de vontade!


Ufa! Acreditamos, verdadeiramente, que esse é o caminho certo da Dieta Certa. Ouso questionar! Será mesmo? Quais os resultados colhidos com esse tipo de programação mental? Quando foi a última vez que essa auto e/ou hetero perseguição cruel nos proporcionou a felicidade de um corpo desejado?


Cabe ressaltar: Excesso de pressão gera ansiedade que gera mais pressão que gera mais ansiedade... E no final, não há como escapar do “estouro da boiada”. Portanto, é de se questionar se a dieta certa é tão certa assim. Na dúvida, pergunte ao SI MESMO! Sua essência individual e intransferível certamente terá a resposta certa de uma dieta certa. Que será a SUA DIETA. Sendo sua, a pressão e ansiedade tendem ao afastamento pela possível dissolução do cabo de guerra nomeado como única direção.

Laura Cavalcanti - Psicóloga

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

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Mania de sofrer

“Quero, mas não consigo!”. Essa é a queixa mais presente no universo de quem busca, distorcidamente, melhorar sua qualidade de vida e conquistar o que deseja. Envolto por um padrão de frustração, desânimo e desesperança, esse alguém expressa na sua dor, a incapacidade de mudar.

Essa cena, tão comum, me desperta questionamentos. Sendo assim, tamanha desesperança, por que essas pessoas continuam buscando melhor qualidade de vida? Não seria mais lógico e coerente desistir? Por que, nesses casos, as lamentações andam em parceria com o desejo realizador? Não há como escapar da conclusão sobre aquilo que subjaz a esses paradoxos – a atração pelo sofrimento. Porém, essa força atratora, ao contrário do que parece, não intenciona a manutenção do sofrimento. Ela nos defende de um medo maior do que a impressão assustadora de nossa incapacidade.

Ninguém acorda com a intenção de ser infeliz. Porém, no decorrer do dia, quantas vezes nos deparamos com algo positivo e desejável e, no entanto, nos afastamos e nos desviamos, rumo ao conhecido padrão de frustração. Pergunte-se a si mesmo: Quanto tempo do seu dia, você permanece com sua atenção voltada para as dúvidas em relação às suas conquistas? Pois é... Muito tempo, não é mesmo? É sempre mais forte a lembrança daquilo que nos frustra do que nossas positividades. Lembrar que as duas forças coexistem e, na maior parte das vezes nos desviamos da força positiva, acreditando que a vida é um grande sofrimento.

Do que você tem medo? O que te faz feliz? Tem medo de não emagrecer? Ser magra te faria feliz? Será que a vida é somente a realização da forma do corpo? Será que a realização da forma do corpo garantiria a sua felicidade? Vou perguntar novamente: o que te faz feliz?

Parece que a impressão da própria incapacidade não é tão assustadora quanto à possibilidade de uma vida realizável. Isso nos ajuda a entender a mania de sofrer que nos captura e nos mantém, em última instância, protegidos do risco de viver. Não tenha medo de sentir medo. Arrisque-se!

Laura Cavalcanti - Psicóloga/RJ