Ninguém emagrece efetivamente sem reorganizar a vida e preparar-se para este evento. Emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência para lidar com a força imposta pela nova imagem corporal adquirida através do tratamento.
Martins – 1994

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Carta aos meus 50 anos


11/04/1964
Carta aos meus 50 anos
Esse encontro foi marcado há 50 anos e eu nunca tive certeza se ele se realizaria. Não conseguia imaginar de que forma estaria, mas aguardava a chegada desse dia, buscando viver, de forma possível, cada segundo da vida.

Atenta às vozes do mundo, era comum escutar a conclusão: “Vou fazer 50 anos, estou ficando velha!” Isso me fazia pensar como seria para mim...  Muitas vezes as pessoas falam, “Eu não quero envelhecer!” e isso ajudou na qualificação do meu encontro, pois quem não quer envelhecer, abre mão de continuar a viver. Essa não era a minha intenção.

Sendo assim, estou aqui, pronta para os meus 50 anos, com as cicatrizes que a vida me trouxe, mas, sobretudo, com a pele muito boa... me propondo a dar continuidade à jornada, acrescentando temperos, dando sabor ao  meu desejado caminho de envelhecimento.

Estou aqui, de braços abertos e coração vibrante para celebrar a data, com uma bela taça de espumante na mão. Descobri que fazer 50 anos é nada mais, nada menos, do que olhar na linha do tempo reconhecendo tudo que fui capaz de transpor para garantir minha qualidade como pessoa e como participante do mundo. Percebo minhas limitações e potencialidades e sei que muito mais, tenho a fazer.

Agradeço a todos que participam e participaram desse processo, sobretudo ao meu marido e às minhas filhas, que entre trancos e barrancos, estiveram lá, junto comigo a cada dia, e hoje, para minha mais profunda alegria, me acompanham brindando o encontro com os meus 50 anos que, enfim, se realiza.

Trago no bolso um regulamento para a próxima temporada...

REGULAMENTO
Eu não juro nada
por coisa alguma,
pois que todo caminho é de incerteza.
A ordem se desarruma,
a história se desajeita,
o arranjo troca de lado e vira a mesa.
Tampouco prometo.
Nesse jogo de regras e tratos,
rolam os dados,
mudam os fatos,
num ciclone célere, inclemente.
Só o que posso é me entregar completamente
a toda causa que eu me dedicar,
a cada tempo que eu puder viver,
a cada amor que me fizer amar.

“Amor a céu aberto”, Flora Figueiredo

quinta-feira, 20 de março de 2014

Para refletir...


O significado de abrir mão da obsessão com a comida não é ter um corpo mais magro, nem usar tamanho menor de calças, mas abir mão de sua proteção contra a dor, pois, quando você se protege da dor, protege-se da intimidade. Quando você permite que a dor seja visível, pode dar voz a ela. E quando você lhe dá voz, pode libertar-se dela.

A paz e o contentamento são sentimentos que necessitam ser praticados para serem aprendidos. Não são consequência do sucesso, do amor ou da magreza. São, entre outras coisas, consequência de se parar no momento presente e olhar à sua volta. Para aqueles que quando crianças se sentiam como se ficar quieto significasse ser esmagado, contentar-se é percebido como uma ameaça à nossa sobrevivência.

O primeiro passo para a cura é dizer a verdade. Quando reconhece suas perdas, lamenta-as. Quando as lamenta, deixa de lado sua própria definição feita a partir de quanto e a que profundidade abusaram de você. Você começa a viver no presente em vez de viver em relação ao passado.

Enquanto come compulsivamente, sua vida diz respeito ao que você come, quanto come, quanto pesa e que aparência terá e como será quando parar de comer por compulsão. Sua dor parece relacionar-se com a comida, a força de vontade e uma determinada aparência. Porém, sua dor não é o que parece ser. E se você não reconhece essa dor, não pode livrar-se dela.

Trechos retirados do livro "Carência afetiva e alimentação", Geneen Roth

Saiba escolher entre a implosão e explosão


Na falta de uma terceira opção, entre a implosão e a explosão, escolha sempre que possível, a explosão.
Não como forma de destruição, mas sobretudo como forma de expressão.
Pois a implosão, ardilosamente destrói, enquanto que, a explosão, por ficar às vistas oferece a chance de uma reconstrução.

Lembre-se de que discussão, não necessariamente, precisa se transformar numa briga.
Pode até ser um caloroso debate, mas se a expressão não encontrar espaço, corre o risco de provocar muito mais estrago do que podemos imaginar.

O desafio é discernir a forma de explodir, quando isso se faz necessário, e com quem explodir, pois há quem não saiba discutir sem brigar. E quando encontramos alguém inabilitado para nos acompanhar na discussão, o resultado geralmente, não nos leva à produção. Sendo assim, evite essas pessoas e desenvolva relações verdadeiras, onde expressar-se é uma real possibilidade.

Identifique, assertivamente, a hora que sacudir a juba é a melhor atitude para dar-se ao respeito!

sábado, 8 de março de 2014

Dando corpo à Mulher que Você É!


Hoje, no Dia Internacional da Mulher, gostaria de propor uma reflexão sobre o valor do corpo de uma mulher. Não pense que vamos defender aqui, os corpos sarados, magros e desejados... apesar deles, também, terem o seu valor.

O momento agora é priorizar o Ato de Dar corpo à Mulher que Você É!
Afinal a data tem sua origem na luta pela defesa do lugar que deveríamos ocupar neste planeta em detrimento da desqualificação tão normatizada em nossa sociedade mundial.
Essa história de que "lugar de mulher" é esse ou aquele, denigre a dimensão de quem somos e do que somos capazes de fazer.
Não importa se Você, Mulher, desempenha a função materna, doméstica, profissional, política e até mesmo função "madame". O que vale é perceber e identificar de que lugar você ESCOLHE a função que desempenha.

Pare e pense... você é o que é, por que? Porque alguém disse que esse era o seu lugar? Porque julga-se incapaz de ocupar outro lugar? Porque tem dúvidas a respeito do seu real desejo e sua real possibilidade?
Se este for o seu caso... calma, não se sinta desprestigiada nem desmotivada... isso provavelmente, deve ser efeito de uma cultura que busca nortear lugares e espaços pre determinados para ocuparmos e, na maior parte das vezes, temos que fazer muito esforço para quebrar esse padrão.

Então, vamos aproveitar a data de hoje para juntar forças, e ao invés de buscar a igualdade entre homens e mulheres, buscar internamente junto à nossa essência, o nosso querer.
Queira! Queira muito... mas preste atenção ao valor real do seu querer!
Queira ser quem é! Já sabe sobre isso... então, queira... não sabe ainda... permita-se querer saber!
Não estou sugerindo o levante para uma luta desgovernada em busca do poder. Estou sugerindo que nos levantemos em busca do que, de fato, podemos... e podemos muito! Basta querer!


Sendo assim, neste dia que deveria manter a conexão com o fato histórico e não com a bobageira mercadológica que insiste em transformar a data em um grande bibelô, desejo a Você, Mulher, que ultrapasse a superficialidade da busca de um corpo padrão imposto por uma sociedade limitada em suas percepções e, construa o caminho possível,
 "Dando corpo à Mulher que Você É!"

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Insight de uma cliente...


Veja se consegue imaginar os efeitos desse insight sobre a mudança do seu corpo...
Como você identifica sua "intenção positiva" quando tenta cuidar do seu emagrecimento?
Como você identifica sua "luz e sombra" no seu processo de emagrecimento?

Logo abaixo, você vai ler um depoimento enviado por um cliente, numa experiência familiar.
Disse a cliente:

Laura, estou maravilhada!
Estive refletindo sobre a "intenção positiva" e a ideia de " luz e de sombra".
Eu peguei uma situação real minha mesmo, uma questão minha mesmo e comecei a refletir sobre ela e a observá-la por meio da intenção positiva e das luzes e sombras!
Laura eu não conheço direito a obra de Ken Wilber não, mas o pouco que tenho conhecido tem me deixado maravilhada! Tinha uma situação particular minha com minha filha que vinha me deixando muito chateada, mas que eu não sabia como lidar com ela e além do mais estava começando a me culpar por conta disso.
Deitei na minha cama e fui refletir sobre ela.
Laura, a primeira coisa que consegui foi me livrar da culpa. Laura, como a culpa paralisa a gente! É incrível isso!
Eu comecei a refletir e percebi que eu estava "presa" na seguinte situação:
* Por um lado me sentia frustrada por não estar conseguindo educar minha filha. É que do jeito que eu estava tentando fazer com ela não estava resolvendo, só estava piorando as coisas.
*  Por outro lado estava me sentindo culpada por pensar que cobrando dela do jeito que eu estava cobrando eu estava sendo injusta, que não estava sendo uma boa mãe.
Então simplesmente estava me vendo sem saída e presa em minha culpa porque de todo jeito que eu fizesse era culpa na certa. Ou por achar que não estava exercendo minha função de mãe de educá-la ou por achar que estava sendo uma mãe malvada com ela rsrs
Laura, refletindo eu pude perceber que minha intenção era sim positiva e que o mapa que eu estava seguindo é que estava distorcido. Minha intenção era boa sim, pois eu estava tentando educar minha filha, minha intenção era a de cuidar dela, só que eu não estava conseguindo traçar um caminho que me levasse a isso de fato. Reconhecer a positividade de minha intenção já retirou um fardo enorme das minhas costas, porque antes eu já estava até me rotulando por ser uma mãe ruim e talz e isso em nada estava ajudando.
Em seguida, pude me abrir para pensar:" se isso não está funcionando, será que houve alguma outra coisa que eu fiz em outra época, outro dia que funcionou? Ou mesmo alguma ideia do que eu possa tentar e ver se funciona?
Então Laura, eu lembrei de coisas que fiz em outra época e que funcionaram e consegui resolver a situação!
Foi uma experiência mais que positiva, foi 10!
Beijos
(L. M. B. - Uma cliente querida)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Procurando paz...


A paz, também, passa pela validação do desconforto.
A negação do conflito desarmoniza.
Enfrente, confronte, nomeie...
Dê voz às suas sensações, nomeie seus sentimentos.
Isso lhe criará condições para superar os obstáculos.
Lembrar que as sensações, sem significado, permanecem atuando e afetando o corpo.
Sendo assim, cuidar das distorções corporais, inclui fundamentalmente, cuidar do desconforto proveniente dos conflitos de todas as ordens.
Não permaneça conectado, apenas, no sofrimento atribuído ao corpo que insiste em permanecer grande, ultrapasse essa barreira e encontre o que, de fato, impede seu estado de paz. Seu corpo agradece e, provavelmente, se harmonizará com sua alma.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Permita-se!


Permita-se, de vez em quando, uma guloseima de "bom gosto".
Você vai se satisfazer e vai esvaziar o pensamento do "não posso", "não devo".
Lembrar que o perigo está na proibição que, na maior parte das vezes, torna-se uma perseguição e quando quebramos as barreiras, tendemos à exacerbação!

Quer saber como preparar essa delícia?
Clique no Aprendiz do Sabor

Bombom de morango


Bombom de morango
Lave os morangos e seque-os bem. Leve ao fogo 1 lata de leite condensado com 1 colher de sopa de mel e 1 colher de sopa de manteiga. Mexa até soltar do fundo da panela e espere esfriar. Derreta as 300 g de chocolate meio amargo em banho-maria ou no microondas. Envolva o morango com a massinha do doce de leite condensado e depois mergulhe no chocolate derretido.Coloque numa assadeira e leve à geladeira para endurecer. Pronto! Esta maravilha dos céus já pode ser apreciada!
Fonte: Meu carrinho

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Medida certa!


Qual a medida certa para o corpo de gente como a gente?

Você deve estar pensando que vamos falar da medida certa do corpo...
Pois é... mas o que vamos fazer, é questionar esse jargão tão conhecido, ultimamente.
Em primeiro lugar o que vem a ser "medida"?
Segundo Michaelis, "medida", quer dizer: Grandeza determinada que serve de padrão para avaliar outras do mesmo gênero. E "certa", quer dizer: Verdadeiro, não tem erro, evidente.
Sendo assim, cabe uma boa reflexão, certo? Evidente!
Quando sugerimos, uma "medida certa", estamos na verdade, sugerindo "um padrão que não tem erro".
Ok! Até aí, tudo bem... podemos relacionar essa conclusão com algumas evidências, por exemplo, o valor que se atribui à uma questão de prova de "múltipla escolha". A "medida" precisa ser "certa". Cada questão acertada vale o mesmo ponto para todos. É um padrão! Não tem erro... e, é bom que não tenha.
Porém, quando importamos essa máxima "medida certa" para questões do corpo... Hum... aí o contexto sofre uma alteração radical. Concorda comigo?
Que "padrão sem erro" se adequaria ao suposto tamanho do corpo?
Pensa comigo!
Tem alguma medida que podemos chamar de verdadeira, quando se trata de corpo de pessoas?
Não, não tem!
Ah... você pode estar pensando... então, ela quer dizer que qualquer medida vale...
Também, não é assim!
Até porque, estamos falando de gente e quando envolvemos vidas, nada pode ser tratado como qualquer.
Porém, não há como tratar vida de gente baseado em padrão sem erro.
Não somos máquina, não somos brinquedo que se replica em sua ordem natural.
Somos humanos, e como tal, temos como garantia de nossa humanidade, a nossa diversidade.
E a medida na diversidade não pode ser padronizada.
É preciso garantir ao dono do corpo sua mais profunda percepção de Si Mesmo, capaz de avaliar e determinar a busca de seu próprio padrão que, em última instância, inclui a experiência de oscilação.
Encontre sua medida de acordo com sua experiência vivida. É a sua vida que traduz a sua forma e se ela não lhe agrada, reflita, primeiro, se o desconforto é pessoal ou social.
Sendo pessoal, busque caminhos para transformar sua forma.
Sendo social, busque caminhos para transformar a forma que lhe é imposta!
Abra os olhos! A medida não é a certa... é a SUA!

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ano novo, Vida nova!


2014 chegou! Mãos à obra! 
Vamos cuidar do que precisa ser cuidado e transformar promessas em compromisso!
Nosso lado criança teve seu momento de primazia e, agora, é hora de resgatar o adulto consciente, rumo à estratégia inteligente na busca do equilíbrio do corpo e da vida.

Pegue lápis e papel  e vamos às NOVAS referências para o novo ano:
O que passou, passou... é pra frente que se anda - Siga em frente, faça o seu melhor!
O que os olhos não vêem, o coração não sente - Evite o perigo na sua despensa!
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando - Não tenha dúvidas, escolha!
Esse ano não vai ser igual aquele que passou - Aprenda com os erros!
Não basta ter força de vontade, é preciso ter boa vontade - Coragem e generosidade, sempre!
Uma andorinha sozinha não faz verão - Precisou, peça ajuda!
Leve dois e pague um - Vantagem, às vezes, é desvantagem!
Pare e pense! - Sempre!

Promessa quando vira compromisso, o resultado é realização. 
Não tenha medo, estarei aqui com você.

Feliz Ano Novo!

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Em Janeiro, um presente pra Você!




2014 chegando.. tempo de renovação!

O Sistema EmagreSer Integral, tem um presente pra você!
Iniciando seu tratamento em janeiro, você receberá, GRATUITAMENTE
uma consulta presencial ou online, de avaliação e a 1ª edição do Curso online, "Emagrecer com a Psicologia".




Uma oportunidade única para construir uma ano mais leve, mais livre e mais feliz!


O S.E.I. - Sistema EmagreSer Integral torce por você!

"Ninguém emagrece efetivamente sem reorganizar a vida e preparar-se para este evento. Emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência para lidar com a força imposta pela imagem corporal adquirida através do tratamento." (Martins)

Entre em contato e solicite o seu presente!
(21) 2423-8364
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Presente de Natal pra Você!

Fim de ano... o Natal se aproxima e com ele, todas as esperanças se renovam!
Para celebrar, ofereço, carinhosamente, um presente especial e valioso.
Para aqueles que já receberam esse mesmo presente em natais passados, aqui está a oportunidade de renovação dos votos natalinos e para os novatos, a certeza de que esse presente nada tem de antiquado e sempre será a referência de um valor atribuído à experiência de uma vida mais leve, mais livre e mais feliz!


O presente mais valioso

Como é bom ter uma bolsa nova, uma casa nova, um carro novo. Mas que bom seria se buscássemos, também, um novo EU, mais feliz, mais comprometido com a vida, mais atuante, mais entusiasmado. Já pensou, esse novo EU de bolsa nova, de casa nova, de carro novo? O que você acha?

Ok! Você pode estar pensando coisas do tipo: É mais fácil me dar, de presente, uma bolsa nova. Não tenho dinheiro para comprar uma casa nova. Nem sei dirigir. Ou... Não tenho mais idade para isso. Também pode estar pensando: Tenho direito de me dar esses presentes, afinal, é Natal. Você está certíssima! É isso mesmo! Esses são os seus direitos e as suas escolhas!


Mas, agora, vou lhe fazer um convite e você escolhe aceitá-lo ou não. Que tal olhar tudo isso por um outro prisma. É Natal! Boa época para experimentar coisas novas, ideias novas, fazer contato com os sentimentos. Se o convite foi aceito, vem comigo. Diminua, um pouquinho só, a aceleração do seu dia, feche os olhos se for mais confortável, respire fundo e busque apenas se observar. 



O que você percebe? O que você sente? Faça contato. Permaneça, assim, todo o tempo que precisar. Quando estiver pronta, respire profundamente e abra os seus olhos lentamente. O que você vê?

Ah... ainda é Natal! Porém, depois de se permitir um momento de auto-observação, é possível que o seu Natal esteja mais lapidado e depurado. Talvez ele tenha adquirido uma qualidade muito especial. Parabéns, você foi muito corajosa, e deve imaginar quantas transformações podem surgir a partir deste momento "Único". Essa tarefa não é muito fácil, principalmente em uma época em que o estímulo externo está muito mais acentuado. O mundo clama por consumo! A mídia anuncia todas as possibilidades! O padrão de energia, temos que ser sinceros, está envolvido por uma pequena palavrinha que nos impulsiona a uma ação devoradora: compre! Compre! Compre!

Também não podemos ser hipócritas. É muito bom comprar. Comprar o que gostamos, o que queremos, o que precisamos, enfim, o que desejamos. É aí que entra o momento de auto-observação. Sim. Aquele momento "Único", em que buscamos fazer contato com o nosso "mais profundo". Então, como passe de mágica, surge a pergunta que não quer calar: Afinal de contas, o que EU gosto, o que EU quero, o que EU preciso, o que EU desejo? Essa pergunta dá muito trabalho responder. É uma tarefa árdua, exige persistência e paciência. Espere aí. Não desanime. Se você conhece alguém que abraçou essa tarefa, apenas pergunte a ele ou a ela como se sentia antes e como se sente depois do evento. Talvez descubra que nem todas as perguntas poderão ser respondidas, mas, a qualidade das escolhas, provavelmente, será transformada.


Natal é tempo de festa, pelo menos deveria ser, diz a tradição. Momento de se reunir em família, festejar o nascimento de Jesus, trocar presentes, se deliciar em fartas ceias natalinas. O vermelho, tom preponderante da época, nos convida a esse grande festejo. A cidade iluminada, decorada, anuncia o clima de confraternização. O amor está em alta! Entre colegas de trabalho são organizados frenéticos "amigo-ocultos". 

Subjacente a tudo isso, uma tênue preocupação feminina em relação às calorias que serão adquiridas. Entre elas, ou melhor, entre nós, porque eu também sou mulher, parece ser, proposta número um do ano que vai começar - fazer dieta. Não conheço muitas mulheres que abdicam das guloseimas natalinas, na verdade, não conheço nenhuma. Você conhece?
Natal é isso, mas não é só isso! Muitos festejam, muitos lamentam e sofrem. Por mais que a tradição evoque o sorriso, a alegria, nem sempre isso é possível. De qualquer forma, o padrão de amorosidade está espalhado por aí, distribuindo presentes.

Falando nisso... Qual seria o presente de Natal mais valioso? Você ainda não sabe? É simples... O presente de Natal mais valioso é cuidar de si mesmo!




Promessa quando vira compromisso o resultado é realização. Não tenha medo, estarei aqui com você.
Feliz Ano Novo!



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cansada de ver a mesma coisa, sempre?


Pois é... eu também estou cansada de ver a mesma coisa, sempre...
Todo momento surge uma dica numa revista, na rede social, entre os amigos, na família, sobre uma dieta ou receita de emagrecimento. Parece que não existe outro assunto, parece que vamos nos manter, eternamente, reféns da busca do tal corpo magro. E isso vem de longuíssima data...

Estou lendo lendo o livro "A tirania das dietas" que relata dados de uma pesquisa, que ao longo da História presentifica esse mesmo comportamento distorcido e repressivo a respeito do corpo e da forma.
Ufa! Que canseira! Essa imposição é muito antiga e, pasmem, feita com rigor de tortura em diferentes formas. E o pior... considerada, na maior parte da vezes, uma recomendação natural e apropriada.
Apesar de considerar o Ser humano, elemento rico em bons sentimentos, tenho que confessar minha profunda irritação frente às notícias que o livro traz a respeito dessa grande tirania.

Diria de forma chula: "Que saco!"
Será que não nos livraremos nunca, dessa cobrança tirânica?
Ou será que o Ser humano precisa, desesperadamente, manter um canal  sádico para alimentar sua própria fome de sofrimento alheio?
Qual será o sentido dessa distorção que sobrevive ao longo da História, mantendo a premissa de um corpo exigido em formas definidas e padronizadas? Por que não desenvolvemos, ainda, a capacidade de suportar corpos de diferentes tamanhos? Fico me perguntando onde queremos chegar com essa avalanche de torturas direcionadas ao corpo que deveria ser a moradia subjetiva de cada Ser?

Minha posição, pessoal e profissional, em relação a esse tema, perpassa a defesa da construção pessoal em busca da apropriação do sentido do próprio corpo. Porém, nesse caminho, esbarramos no desafio maior que demanda a integração de uma cultura que transforma o corpo em elemento manipulável... Não há como eliminar suas respectivas influências. Por mais subjetiva que seja a apropriação do corpo, sempre estaremos mergulhados no caldo social. Cabe, portanto, a cada um de nós, a vigilância do quanto esse caldo nos afeta e, trabalharmos no conhecimento de Si para minimizar tal influência.

Sendo assim, não basta fechar os olhos para todas as notícias veiculadas nos diferentes canais de comunicação humana. É preciso calibrar os sentidos para filtrar as devidas informações e usufruir daquilo que, de fato, faz sentido maior!


Seja o dono do seu corpo, mesmo sabendo que seus 
vizinhos humanos continuaram mantendo 
olhos rígidos sobre suas decisões. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Perdão pesa menos


Comeu mais do que devia?
Acabou com aquele pacote de biscoitos?
Exagerou no brigadeiro?
Passou da medida, na festa?
Ok... como diz o ditado... "Não chore pelo leite derramado"!
Minha sugestão, embasada na minha experiência clínica é simples e eficaz.
Perdoe-se! O perdão diminui a próxima investida na comida.
E digo porque...
Provavelmente, você se excedeu por alguma razão emocional.
Pode ter se sentido vulnerável, rejeitado, desamparado, angustiado... e a comida, como uma velha amiga, foi a única forma que encontrou para superar o momento delicado que vivenciou. Provavelmente, não foi um ato consciente, ou seja, talvez não tenha feito de forma programada, tipo... "Estou aborrecido, por isso vou comer", mas uma emoção quando não nomeada e cuidada, em geral, busca uma forma de expressão. Sendo assim, neste caso, provavelmente, sua emoção se expressou na comida e o excesso sinaliza o quanto se sentiu desamparado.
Por isso, a importância do perdão, pois do contrário, ao invés do alívio procurado, encontrará mais um motivo para alimentar seu sofrimento.
Perdoe-se! O perdão pesa menos... Nesse momento, é de apoio que precisa e não mais um motivo para se auto flagelar.
Quando nos perdoamos, deixamos para trás um passado que não pode mudar e criamos condições para nos responsabilizarmos pelo presente que, hoje temos chance de alterar.
O excesso foi cometido no passado, não há mais o que fazer. Porém, aliviado da culpa, construa a possibilidade do acolhimento por outra via, que não seja a da comida.
Comer é gostoso e seria desumano roubar de si o direito de saborear a comida que ainda está por vir.
Quanto às emoções que lhe deixa vulnerável, busque caminhos seguros e lide com elas de forma consciente.
Como fazer? Promova o seu crescimento através do conhecimento de Si.
Não se deixe levar pelo roldão intempestivo da cegueira emocional.
Aproprie-se de Si, incluindo e integrando suas potencialidades diante das frustrações da vida.
Não sabe como fazer?
Não perca tempo... procure ajuda!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Recadinho para pai e mãe


É muito comum, na clínica, escutar a queixa de um adolescente que diz não se sentir compreendido pelos pais. Isso, num primeiro momento, pode ser confundido com a resistência, própria da idade, em receber um "não" como resposta. Porém, nem sempre é assim que acontece...
Tem momentos em que, realmente, o adolescente reage a natural frustração e isso é super saudável. Frustração é a forma de se preparar para vida como ela é. O mundo não permite tudo e diante das negações só nos resta aprender a lidar com elas. Por outro lado, é preciso uma fundamentação para que essas negações façam sentido.
As queixas legítimas que os adolescentes trazem à clínica, dizem respeito à falta dessa fundamentação.
Como aprender a lidar com as frustrações diante da ausência de uma referência razoável e contemporânea?
Quando o "não" é dito, é bom que ele esteja à serviço do diálogo, ajudando tanto aos adolescentes quanto aos pais, que nesse momento experimentam o esforço da construção do limite.
Diga "não" ao seu filho, mas não diga apenas o "não". Contextualize esse "não", para que o seu filho aprenda a compreender seus reais motivos. Em contrapartida, compreenda o pedido de seu filho para que seja possível ajustar os limites necessários. Lembrar que a adolescência traz consigo uma linda tarefa de questionar os limites que, na maior parte das vezes, está arraigado em padrões de gerações anteriores. Cabe ao adolescente apontar um novo horizonte, buscando atualizar as experiências sob a perspectiva de um novo olhar. Cabe aos pais reverenciar seus aprendizados, cada qual em seu próprio tempo, colocando-os a serviço de um novo diálogo. Caso contrário, afirmaremos o distanciamento entre pais e filhos e perderemos a oportunidade de construir um novo caminho, um caminho original.
Como diz o ditado popular... "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra".
A compreensão é uma via de mão dupla, onde cada parte tem seus motivos e seus anseios.
Uma relação arejada e saudável, acolhe essa via e trafega com olhos e ouvidos atentos para as devidas argumentações.
Quanto ao resultado... o que imagina que pode acontecer quando ambas as partes se abrem para escutar com a garantia de serem escutados?
Dialogue, compreenda, estabeleça limites mas não esqueça de ampliar seu horizonte.  O caminho pode ser um grande presente de amor!