Martins – 1994
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Dica da Semana
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Pensar Diferente
Evolução da cozinha brasileira
Feijão, farinha e carne seca. Qualquer paladar, depois de alguns dias, facilmente se cansaria dessa combinação.
Mas foi a partir dela que a cozinha brasileira começou a evoluir e enriquecer, até chegar aos dias de hoje.
É o que avalia a dissertação de mestrado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, A transmissão do conhecimento culinário no Brasil urbano do século XX, apresentada no Departamento de História Social da faculdade pela historiadora Débora Santos de Souza Oliveira.
Cozinha fora de casa
Débora, formada em Nutrição, conta que a cozinha ficava fora de casa na época da escravidão. "A comida era feita do lado de fora e levada para a sala de jantar".
Isso acontecia porque as refeições da casa eram preparadas pelos escravos e também porque grande quantidade de sujeira e fuligem se acumulava em torno do fogão, na época, a lenha.
Segundo a pesquisadora, foi somente a partir da cultura cafeeira que esse retrato mudou - principalmente na região Sudeste do Brasil, área de principal enfoque em seu trabalho.
"O dinheiro proveniente do café impulsionou a industrialização e permitiu, entre outras coisas, a chegada do fogão a gás, a mudança de panelas de barro para panelas de alumínio e água encanada. Então a cozinha pôde ser um dos aposentos internos da casa."
Cozinha dentro de casa
Com o fim da escravidão, a mulher do início do século XX se deparou com uma cozinha dentro de casa, sem escravos para cozinhar as refeições diárias. "Sem os serviçais e podendo utilizar dos benefícios da eletricidade, a mulher começa a cozinhar de um modo diferente, obedecendo a novas regras e costumes", aponta Débora.
Nesse momento, as indústrias alimentícias começam a evoluir no País. Com elas, as propagandas de preparo de alimentos também: ingredientes mais simples e tempo reduzido para cozinhar foram fatores que ganharam força.
Após a Segunda Guerra Mundial, a industrialização crescente no Brasil levou ao crescimento da produção e venda de eletrodomésticos. Dessa forma, também ficou mais simples adicionar outros elementos à culinária brasileira, como os diferentes sabores trazidos por imigrantes.
"Italianos e espanhóis eram alguns dos imigrantes que desistiram de viver do trabalho agrícola e se tornaram pequenos comerciantes no Brasil", conta Débora. "Essa variedade na alimentação chega até os dias de hoje, especialmente em São Paulo, em que se come todos os tipos de comida."
Inovações gastronômicas
Com a evolução da gastronomia, chega-se ao que Débora chama de comida contemporânea. Segundo ela, a comida passou a ditar um nível social. "Se você sai de casa para apreciar uma comida que não é usual, você é uma pessoa diferenciada". Débora também conta que não é só a comida gourmetque dita essa diferenciação. "Um escondidinho de carne seca é nada menos do que charque e purê de mandioca. Ao gratinar a comida e colocá-la em uma porção individual, ela ganha outra identidade", explica.
A comida orgânica também assume um novo papel. "Uma salada quente, usando ingredientes como quinoa, já define como a cozinha orgânica evoluiu. E a partir daí vão se desenvolvendo 'tribos', cada uma com seu gosto culinário".
Débora explica que, por causa disso, as indústrias alimentícias também trabalham o conceito de "comida ética", que informa o consumidor que a carne vem de um animal que foi criado solto, ou que a industrialização de algum alimento não utilizou mão-de-obra infantil, por exemplo.
Por fim, a pesquisadora conta que as classes sociais também traçam seus perfis por meio dos alimentos que compram. "A indústria de alimentos passa a ser uma indústria de conveniência que quer atingir melhor as classes A e B e também influenciar a crescente classe C".
Segundo Débora, as pessoas com maior poder aquisitivo são aquelas que buscam, nos alimentos semiprontos, uma comida com mais glamour e mais saudável. "São pessoas que leem rótulos e que querem saber o que estão comendo". A classe C, em contrapartida, busca aquilo que via as classes A e B consumirem.
Ela é o grande público-alvo das indústrias de alimentos atualmente, para que essas possam garantir grande volume de compra. "Ao contrário das pessoas que já estão cansadas de comprar lasanhas instantâneas, as que integram a classe C buscam esse tipo de alimento, já que agora podem comprá-lo."
Fonte: Diário da Saúde
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Dica da Semana
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Projeto Social
Aprendiz do Sabor






segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Dica da Semana
Artigo em Destaque
Essa cena, tão comum, me desperta questionamentos. Sendo assim, tamanha desesperança, por que essas pessoas continuam buscando melhor qualidade de vida? Não seria mais lógico e coerente desistir? Por que, nesses casos, as lamentações andam em parceria com o desejo realizador? Não há como escapar da conclusão sobre aquilo que subjaz a esses paradoxos – a atração pelo sofrimento. Porém, essa força atratora, ao contrário do que parece, não intenciona a manutenção do sofrimento. Ela nos defende de um medo maior do que a impressão assustadora de nossa incapacidade.
Ninguém acorda com a intenção de ser infeliz. Porém, no decorrer do dia, quantas vezes nos deparamos com algo positivo e desejável e, no entanto, nos afastamos e nos desviamos, rumo ao conhecido padrão de frustração. Pergunte-se a si mesmo: Quanto tempo do seu dia, você permanece com sua atenção voltada para as dúvidas em relação às suas conquistas? Pois é... Muito tempo, não é mesmo? É sempre mais forte a lembrança daquilo que nos frustra do que nossas positividades. Lembrar que as duas forças coexistem e, na maior parte das vezes nos desviamos da força positiva, acreditando que a vida é um grande sofrimento.
Do que você tem medo? O que te faz feliz? Tem medo de não emagrecer? Ser magra te faria feliz? Será que a vida é somente a realização da forma do corpo? Será que a realização da forma do corpo garantiria a sua felicidade? Vou perguntar novamente: o que te faz feliz?
Parece que a impressão da própria incapacidade não é tão assustadora quanto à possibilidade de uma vida realizável. Isso nos ajuda a entender a mania de sofrer que nos captura e nos mantém, em última instância, protegidos do risco de viver. Não tenha medo de sentir medo. Arrisque-se!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Dica da Semana
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Aprendiz do Sabor










sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ter amigos aumenta expectativa de vida em 50%
As pesquisas confirmam a importância do grupo tanto nos relacionamentos pessoais quanto profissionais. É por isso que o "Emagrecer dói?" tem sido tão eficaz... O grupo promove, sempre, auto/hetero cuidado. Força multiplicada!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pensar Diferente
Entrevista paraRevista Zero
Por que tantas mulheres estão infelizes com seu corpo?
Porque existe um padrão de exigência inatingível que, além de pressionar a busca por um corpo ideal, cada vez mais, distancia a mulher do seu próprio senso humano capaz de viabilizar o direito de ser diferente. Vivemos uma super valorização da aparência, uma armadilha perigosa, pois corre-se o risco de tornar real, a ilusão de que o aparente diz tudo sobre o que somos. O aparente mostra apenas a superfície e manter o foco de atenção direcionado somente para este ponto, demonstra a possível dificuldade para lidar com a profundidade, ou seja, com os aspectos subjetivos.
O que influencia essa infelicidade? A mídia? Os hormônios? A busca de um novo amor? Qual é o maior fator?
Um pouco de tudo... Mas acima de tudo, a mulher,assim como todo ser humano, lida o tempo todo com a sutileza dos próprios sentimentos. Essa convocação é experimentada a partir da relação entre as forças internas (seu mundo subjetivo) e as forças externas (seu mundo relacional). Na maior parte das vezes, frente à insatisfação exacerbada com o corpo, o que encontramos é o desequilíbrio entre essas forças, que acaba priorizando as relações externas. Sendo assim, os valores, as decisões, os pensamentos, as conclusões, as orientações sociais passam a ocupar status de verdade absoluta. A mulher acaba criando uma relação de dependência afetiva, entregando ao outro, seja ele, o parceiro amoroso, autoridade social ou familiar; o direito de comando sobre suas próprias escolhas, aceitando as ditas verdades veiculadas de diferentes formas. Essa dinâmica fragiliza a mulher, e tem como efeito, uma baixa auto-estima e o seu respectivo esforço para atender a demanda do mundo, buscando aceitação e reconhecimento para amenizar seu sofrimento.
Qual a importância da imagem para mulher?
A importância é legítima, pois o feminino fala de estética, harmonia, beleza e toda sua disponibilidade para compartilhar. É a mulher que arruma as flores, que perfuma o leito de amor, é ela que, em geral, cuida da combinação decorativa dos alimentos. É a mulher que recepciona, motiva, impulsiona. É a mulher que altera sua própria imagem para gerar outro ser. Isso tudo é imagem, porém, carregada de consistência. Na medida em que perde a conexão com sua essência, deixa de refletir essa consistência. Fica apenas a superficialidade efêmera... e como tal, vulnerável a tudo que vem de fora.
Onde começou esse movimento desenfreado pela busca de um corpo esbelto, escultural e até exageros?
Mais importante do que observar o início desse movimento, é perceber os momentos e que ele ganha força ao longo da história. Sabemos que o sexo feminino vem travando verdadeiras batalhas para conquistar seu espaço no mundo e, a cada empreitada, enfrenta também, como opositor, um movimento contrário que, assustado com o potencial da mulher, busca de forma sutil, porém, avassaladora, desviar a atenção feminina rumo à sua verdadeira conquista ética – seu sentido de pertencimento. A busca do ideal do corpo, nesse contexto, apresenta-se como desvio provocado e ao mesmo tempo autorizado. O lugar que a mulher ocupa e que busca ocupar permanece sempre em questão e, a cada aproximação de uma conquista maior, exercita-se, também, o fluir do desvio em busca do esfriamento da batalha.
A gordura existente em um corpo pode influenciar na forma como as pessoas se relacionam? Ou até mesmo nos sentimentos que as pessoas possuem?
Gordura é material armazenado no corpo e tem como função, transformar-se em energia na medida da necessidade. Considerando energia enquanto força vital, é natural que a gordura influencie tanto nos sentimentos quanto nas relações. Acumular excesso de gordura pode significar contenção de energia vital pela inadequação da sua utilização, ou seja, guarda-se vida esperando o motivo para vivê-la. Nesse caso, o corpo pesa e paralisa.
A mudança no corpo (física) pode modificar internamente (psicológico) uma mulher? Por quê? Como não se perder nessa mudança?
Nesse caso é importante ressaltar a existência de dois corpos, o físico e o emocional. Em geral, atende-se a uma demanda corporal, buscando soluções superficiais, capazes de mudar a forma do corpo concreto. Apesar de superficial, essa solução pode render um excelente resultado, desde que não seja negligenciado os cuidados do corpo emocional. A dimensão psicológica ancora o eixo de comando do ser humano, pois do contrário, bastaria o conhecimento racional dos comportamentos adequados, para se obter o equilíbrio desejado. Sabemos o que é adequado, porém, sob distorção psicológica, esse conhecimento não encontra caminho para a concretização. Quando a mudança do corpo físico modifica o psicológico, em geral, ela só termina uma tarefa que já havia sido iniciada, pois somente o corpo psicológico da conta das alterações e maturações psíquicas. Portanto, a direção da mudança será sempre de dentro para fora.
Dietas, exercícios, cirurgias, tratamentos podem ajudar na hora de uma mulher se sentir mais bonita? É ação de mudar ou a mudança que modifica a mulher? Pois há muitas que fazem tudo isso e continuam tristes?
Aguarde divulgação da entrevista na íntegra.
Em breve, nas bancas
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Divã Responde
Pergunta ao Divã
Sempre lutei contra a balança, mas não consigo controlar minha alimentação. Sei o que é certo, mas faço tudo errado nesta luta contra a balança. Ajude-me, por favor. (M. C.)
Resposta do Divã
Minha querida, "sempre" é tempo demais, certo? Sendo assim, o seu caminho não é esse que você está percorrendo, caso contrário, já teria chegado onde deseja, concorda?
Pela sua mensagem vejo o quanto exige de si mesma e, provavelmente, não deve perceber as coisas certas que faz. Elas também existem. Observe seu dia a dia com olhar generoso de quem pode falhar e terá a grande satisfação de perceber o quanto acerta, também.
Além disso, essa história de lutar contra a balança torna a tarefa mais pesada. Como você imagina que pode cuidar de si mesma, numa eterna luta? Que tal dar ênfase à outra balança na sua vida? Coloque na balança o tempo que pode dispor para relaxar e não se exigir. É um equívoco pensar que o emagrecimento acontece sob pressão.
Sabemos que a tarefa é árdua, leva tempo e exige muita disciplina, mas tudo isso só será possível aplicar, se tivermos energia suficiente para bancar o processo. Portanto, permita-se relaxar para ativar sua intenção e sua força de mudança.
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Aprendiz do Sabor

Esses são os ingredientes - A receita está no final...



















